Aurélia Petronilha era romana, descendente de Titus Flavius Petrone, aparentada com a família imperial dos flavianos, tendo sido, muito provavelmente, catequizada e batizada por São Pedro, razão pela qual vários documentos dão-lhe o título de filha de São Pedro.
Petronilha tinha pelo Príncipe dos Apóstolos verdadeira adoração, venerando-o ternissimamente.
As Atas dos santos Nereu e Aquileu, exilados com Flávia Domitilia, contém uma carta endereçada por Marcelo, filho de Marcos, prefeito de Roma, a estes santos, durante o degredo. Tal documento relata a cura miraculosa de Petronilha. Ela, diz, estava consagrada ao serviço de São Pedro. Vítima da paralisia, não podia desincumbir-se dos santos misteres plenamente.
Tito, discípulo de São Pedro, perguntou ao Apóstolo:
- Por que tu não a curas? - Ao que Pedro respondeu:
- Porque é bom para ela permanecer naquele estado. Afinal, consentiu em curá-la, dizendo-lhe:
- Levanta-te e serve-nos.
Petronilha, imediatamente, levantou-se, e Deus a conservou sempre na saúde.
Belíssima, a jovem Petronilha foi pedida em casamento pelo conde Flaccus, que, solicitando-lhe a mão com cortesia, levara consigo, maliciosamente, grande número de soldados.
Petronilha que desejava, na vida, ser fiel ao Esposo celeste, ao qual se consagrara, disse ao conde que somente o seguira depois de três dias.
Flaccus, satisfeito, partiu. Que eram, afinal três dias?
Transcorrido aquele prazo, que Petronilha passou a jejuar e a orar, foi assistir à missa. E, depois de ter recebido o corpo sagrado de Cristo, tornou para casa, deitou-se e morreu, nascendo para Jesus.
Situa-se a morte de Santa Petronilha, virgem e mártir, entre o ano 90 e 96.
Foto: santiebeati.it
(Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume IX, P. 366 à 368)